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Fim dos cookies de terceiros: como preparar sua estratégia de marketing digital com foco em first-party data

Fim dos cookies de terceiros: como preparar sua estratégia de marketing digital com foco em first-party data

Fim dos cookies de terceiros: como preparar sua estratégia de marketing digital com foco em first-party data

O fim dos cookies de terceiros e o novo cenário do marketing digital

O anúncio do fim dos cookies de terceiros nos principais navegadores, em especial no Google Chrome, marca uma mudança estrutural no marketing digital. Práticas consolidadas, como o retargeting baseado em third-party cookies e a medição detalhada de campanhas em múltiplos sites, estão sendo questionadas. As marcas precisam agora reposicionar sua estratégia, com foco em first-party data e em uma relação mais transparente com o usuário.

Esse movimento não é isolado. Ele se conecta a uma crescente preocupação com a privacidade de dados, impulsionada por legislações como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, além de pressões de consumidores que querem mais controle sobre suas informações. Neste contexto, construir uma base sólida de dados próprios deixa de ser vantagem competitiva opcional e passa a ser condição de sobrevivência no ambiente digital.

O que muda com o fim dos cookies de terceiros

Os cookies de terceiros (third-party cookies) sempre foram a engrenagem invisível por trás de boa parte da segmentação e mensuração no marketing digital. Eles permitem rastrear o comportamento do usuário em diferentes sites, alimentando plataformas de mídia programática, DMPs e redes de anúncios.

Com o fim dos cookies de terceiros, algumas práticas se tornam mais difíceis ou menos precisas:

Isso afeta diretamente anunciantes, agências, veículos de mídia, adtechs e martechs. No entanto, cookies de primeira parte (first-party cookies), ou seja, aqueles gerados e lidos pelo próprio domínio do site ou aplicativo, continuam permitidos – desde que em conformidade com as leis de privacidade.

Por que o first-party data se torna o centro da estratégia

First-party data, ou dados próprios, são informações coletadas diretamente da interação do usuário com os canais da marca: site, app, CRM, programas de fidelidade, e-commerce, atendimento, entre outros. Em vez de depender de dados de terceiros, o marketing digital passa a se apoiar em um ativo construído internamente.

Entre as principais vantagens do first-party data:

Na prática, o first-party data se torna a base para personalização, automação de marketing, mídia paga, mensuração e até para decisões de produto e experiência do usuário.

Como estruturar uma estratégia de coleta de first-party data

Preparar o marketing digital para um mundo sem cookies de terceiros exige uma abordagem estruturada de coleta de dados próprios. Isso passa por três eixos principais: pontos de contato, valor oferecido ao usuário e governança de dados.

Algumas frentes essenciais:

O grande desafio é equilibrar a coleta com a experiência de navegação. Pedir dados demais, cedo demais, pode afastar o usuário. Já oferecer valor real em cada etapa ajuda a construir confiança e aumenta a taxa de consentimento.

Tecnologia e stack de marketing orientada a dados próprios

Uma estratégia de first-party data eficaz depende de uma base tecnológica consistente. Não se trata apenas de ferramentas isoladas, mas de um ecossistema integrado capaz de coletar, unificar, ativar e mensurar dados.

Entre os componentes mais relevantes para uma stack de marketing digital baseada em dados próprios:

O foco passa a ser a interoperabilidade. Dados coletados em uma plataforma precisam fluir com segurança para outras, evitando silos e garantindo consistência nas campanhas.

Privacidade, LGPD e a relação de confiança com o usuário

A LGPD não é apenas um conjunto de regras a serem seguidas para evitar sanções. Ela redefine a forma como marcas, agências e veículos lidam com dados pessoais. Em um cenário sem cookies de terceiros, a conformidade com a legislação se torna ainda mais central, pois o relacionamento com o usuário se torna direto e declarado.

Alguns princípios fundamentais para alinhar marketing digital, first-party data e privacidade:

Ao adotar uma abordagem orientada à privacidade por design, as marcas não apenas se adequam à LGPD, como também fortalecem a percepção de confiabilidade e respeito pelo consumidor.

Mídia paga e segmentação na era pós-cookie de terceiros

O fim dos cookies de terceiros não significa o fim da publicidade segmentada, mas uma reconfiguração profunda de como a mídia paga é planejada e otimizada. Plataformas como Google e Meta estão investindo em soluções baseadas em coortes, sinais contextuais e modelagem.

Para anunciantes, algumas diretrizes práticas:

Aos poucos, estratégias que combinam dados próprios, segmentação contextual e inteligência de plataforma tendem a substituir o modelo centrado em third-party cookies.

Medição, atribuição e novos modelos de performance

Um dos impactos mais sensíveis do fim dos cookies de terceiros está na mensuração de resultados. Modelos clássicos de atribuição multitoque, baseados em cadeias de cookies entre diferentes sites, tornam-se menos confiáveis ou inviáveis.

Para enfrentar esse desafio, o marketing digital deve adotar uma combinação de abordagens:

Isso exige uma mudança cultural: sair da ilusão de precisão absoluta, típica da era dos cookies de terceiros, para uma visão de mensuração baseada em probabilidades, amostragens e dados agregados, mas igualmente útil para tomada de decisão.

Boas práticas para preparar sua estratégia de marketing digital

Diante desse cenário, algumas boas práticas podem acelerar a transição para uma estratégia centrada em first-party data:

O ambiente do marketing digital está entrando em uma nova fase, em que o foco em dados próprios, privacidade e relacionamento direto com o cliente será o principal diferencial competitivo. Marcas que entenderem esse movimento e ajustarem cedo suas estratégias tendem a ganhar eficiência, relevância e confiança em um futuro cada vez mais orientado por first-party data.

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